Está quase a chegar o grande momento e ultimam-se os últimos preparativos! Afinação das montadas, alimentação, dormidas, enfim imensas coisas que têm que ser tratadas para que esta aventura se realize da melhor maneira possível... Duzentos e quarenta quilómetros é um numero que impõe algum respeito e parece que o S. Pedro não vai estar do nosso lado... De qualquer forma amanhã dia 2 pelas 8 da manha iniciaremos a peregrinação que nos levará a Santiago de Compostela... De certeza que não vai ser fácil, mas as dificuldades é que dão sabor à vida! Ao longo da viagem iremos postar algumas fotos e descrever algumas das sensações vividas...sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Preparação...
Está quase a chegar o grande momento e ultimam-se os últimos preparativos! Afinação das montadas, alimentação, dormidas, enfim imensas coisas que têm que ser tratadas para que esta aventura se realize da melhor maneira possível... Duzentos e quarenta quilómetros é um numero que impõe algum respeito e parece que o S. Pedro não vai estar do nosso lado... De qualquer forma amanhã dia 2 pelas 8 da manha iniciaremos a peregrinação que nos levará a Santiago de Compostela... De certeza que não vai ser fácil, mas as dificuldades é que dão sabor à vida! Ao longo da viagem iremos postar algumas fotos e descrever algumas das sensações vividas...segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Peregrinação a Santiago de Compostela

O Btt Margaride Team vai efectuar nos próximos dias 2, 3, e 4 de Fevereiro uma peregrinação em bicicleta a Santiago de Compostela! O grupo sairá de Felgueiras e irá percorrendo os trilhos utilizados pelos peregrinos até atingir a Catedral, totalizando no final da viagem cerca de 240 km percorridos...
O Caminho de Santiago de Compostela é uma rota secular de peregrinação religiosa, que se estende por toda a Península Ibérica até a cidade de Santiago de Compostela, localizada no extremo Oeste da Espanha, onde se encontra o túmulo do apóstolo Tiago.
Tiago foi um pescador que vivia às margens do lago Tiberíades; filho de Zebedeo e Salomé, e irmão de João O Evangelista. Segundo a tradição, após a dispersão dos apóstolos pelo mundo, Tiago foi pregar o evangelho na província romana da Galícia, extremo oeste espanhol. De volta a Jerusalém, o apóstolo foi perseguido, preso e decapitado a mando de Herodes no ano 44. Seus restos foram lançados para fora das muralhas da cidade. Os discípulos Teodoro e Atanásio recolheram seu corpo e levaram-no de volta para o Ocidente, aportando na costa espanhola, na cidade de Iria Flavia.
O corpo do apóstolo foi sepultado secretamente num bosque chamado Libredón. Assim, o local permaneceu oculto durante oito séculos. Uma certa noite, o ermitão Pelayo observou um fenômeno que ocorria neste bosque: uma chuva de estrelas se derramava sobre um mesmo ponto do Libredón, proporcionando uma luminosidade intensa. Tomando conhecimento das ocorrências, o bispo de Iria Flavia, Teodomiro, ordenou que fossem feitas escavações no local. Assim, no dia 25 de Julho de (provavelmente) 813, foi encontrada uma arca de mármore com os restos do apóstolo Tiago Maior.
A notícia se espalhou rapidamente, e o local passou a ser visitado por andarilhos de toda a Europa a fim de conhecer o sepulcro do Santo. A quantidade de peregrinos aumentava intensamente a cada ano. Nobres e camponeses dirigiam-se em caravanas, caminhando ou cavalgando em busca de bênçãos, cura para as enfermidades, cumprir promessas ou apenas aventuravam-se em terras distantes.
O rei Afonso II ordenou que no local da descoberta fosse erigida uma capela em honra a São Tiago, proclamando-o guardião e padroeiro de todo o seu reino. Em pouco tempo, uma cidade foi erguida em torno daquele bosque, e denominada Compostela. A origem etimológica do nome remete ao latim: Campus Stellae, ou Campo das Estrelas, e assim a junção final: Compostela.
No ano de 899, Afonso III construiu uma basílica sobre o rústico templo erguido por seu antecessor. Porém, oitos anos mais tarde, a basílica foi saqueada pelo árabe Almanzor, que respeitosamente, preservou as relíquias do apóstolo. Em 1075, iniciou-se a construção da atual catedral, cinco vezes maior que a anterior.
“Cada peregrinação é sempre cheia de altos e baixos. Momentos bons e muito bons e momentos menos bons. Cada um desses momentos faz sempre crescer cada peregrino no conhecimento de si próprio, na sua relação com os outros, peregrinos ou habitantes de terras por onde passa. E para os crentes há sempre um crescimento na sua relação com Deus.”
(Bernardo Sousa Ribeiro, 2006)
O desenrolar desta aventura pode ser acompanhado através deste blog...
domingo, 27 de janeiro de 2008
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Freeride : Há quem o pratique pelas colinas de Lisboa
Eles não gostam de descer escadas com as pernas! E quem diz degraus diz bancos de jardim, corrimões, paredes e demais obstáculos que poucos se atreveriam a transpor em cima de um veículo de duas rodas. Eles podem ser poucos. Há quem insista que são malucos. Mas nada os demove de sentir a adrenalina nas veias sempre que se abeiram da vertigem.
Guilherme Botto tem oito anos. Sim, leu bem. Oito anos. E se há miúdos com oito anos que ainda não largaram as rodinhas de apoio com medo de se estatelarem, Guilherme lança-se escadaria abaixo como se não houvesse amanhã. A culpa é do pai. Rui Botto tem 43 anos e fala com orgulho das aventuras do filho, que o acompanha neste desporto sem rede chamado Freeride.
E o que é isto, afinal? Digamos que é uma espécie de BTT (Bicicleta Todo-o-Terreno) mais arrojada. Aqui a ideia de todo-o-terreno é levada muito a sério. E significa mesmo que qualquer terreno é transponível, mesmo o que se supunha vedado a biclas.
“É um BTT mais agressivo”, explica Bruno Santos, um dos membros do clube de Freeride. Sim, um clube. Não se pense que a modalidade é coisa inventada por meia dúzia de radicais desvairados, há meia dúzia de meses. “O Freeride foi criado há cerca de oito anos no Canadá. E o Clube Português de Freeride [www.cpfreeride.com] foi fundado em 2002. Esta modalidade é, no fundo, um estilo livre que tem como objectivo fazer com que os seus participantes se desafiem a si próprios, fisica e psicologicamente.”
Lá que é um desafio, é. Mas a gente vê o miúdo a precipitar-se e pensa: “E se ele cai? E se parte os dentinhos todos? Ou pior? O pai não pensará nisso?” Diz que não. “Sabe como é. Os miúdos não têm a mesma noção do perigo que nós. E, também por isso, evoluem mais. São muito melhores que nós.” Mas se eles não têm noção do perigo, já os pais... Rui Botto não se atrapalha: “Às vezes gela-me um bocadinho o sangue, claro. Também já parti a clavícula, já parti os dedos, já lixei este ombro todo. Mas ele sabe que o importante é termos a consciência do que somos ou não capazes de fazer. E sabe que se sentir que não consegue, desmonta e leva a bicicleta a pé.”
Mas o objectivo primeiro do Freeride não é andar a galgar elementos de urbanidade. A ideia original é contribuir para uma abordagem do desporto em conjugação com a natureza. É no meio do arvoredo que o pessoal mais gosta de se pôr aos saltos. Bastam uns montes de terra, uns troncos de árvore, uns caminhos feitos com paus suspensos e está feita a festa. E quando se começa, o difícil é deixar o vício. Ao fim-de-semana é quase certo que os freeriders vão para Sintra, para o Jamor ou para o Monsanto à procura da adrenalina de que precisam.
Mas como os fins-de-semana demoram a chegar, há quem não se aguente. E foi assim, com esta sede do precipício, que alguns grupos começaram a organizar-se para deslizarem pelas colinas de Lisboa. Depois de acabar o trabalho de uns e a escola de outros, a rapaziada sai em bando direito aos pontos mais tresloucados que imaginar se possa. Há quem se abalance pelas escadas do metro do Chiado. Do C-h-i-a-d-o! Um cidadão propenso à vertigem já se agonia só de ir quietinho nas escadas rolantes, de mão firme no corrimão. Mais radical que isto só escorregar pelas pirâmides do Egipto.Os melhores spots de Lisboa são as íngremes ruelas de Alfama, os elevadores do Lavra, obstáculos vários no Parque das Nações e escadarias escarpadas em geral.
Não são os oito anos de Guilherme Botto que o impedem de acompanhar o grupo noctívago que se junta às 20.30 para só regressar a casa perto da meia-noite. E também não são os seus oito anos que o travam de se atirar como gato a bofe pelas Escadinhas do Duque, a contornar mesas de restaurantes ondulando o corpo como uma cobra. Medo? “Às vezes tenho. Mas depois respiro fundo e lá vou eu! E o meu pai até fica com a boca aberta!”
Não é só o pai que fica incrédulo. Quem passa pelos freeriders – ou quem, sentado a uma mesa, os vê passar a alta velocidade – raramente consegue ficar boquiaberto e exclamativo. “Vai, vai!”, diz um morador de Alfama, de estômago protuberante, que jamais seria capaz de se montar numa bicicleta quanto mais sentir as nádegas a vibrar como loucas e a o corpo perigosamente tombado para a frente com a força bruta da gravidade. “Olha, este está com medo! Então, rapaz? Deu-te a cagufa, agora? Dá-lhe, vá! Eu cá sempre quero ver se chegas lá abaixo com os ossos todos no sítio! Isso é que eu quero ver! Ehehe! Malucos do camandro!”
Os malucos das bicicletas estão habituados a ouvir de tudo. Há os que gostam de os ver a desafiar a gravidade, há os que têm esperança de os ver enfaixados num poste, há quem os insulte, e depois há quem se limite a ficar especado, a vê-los passar. Ao que parece, os turistas gostam sempre. E aplaudem.
Rui Botto diz que não há como o Freeride para descontrair. Porque ali “não se pensa em mais nada”. Não se pode pensar em mais nada. E sublinha que não há melhor para cuidar do corpo e da mente. “Há um lado de superação pessoal. Uma pessoa sente que melhora, sente o ego crescer porque cada vez vai conseguindo ultrapassar mais obstáculos. Depois, claro, é quando nos sentimos mais seguros que estamos mais perto de cair.”
As bicicletas destes freeriders não têm apetrechos esquisitos. Mas não custam menos de 1500 euros. Têm de ter suspensões muito boas, pneus muito bons e, adivinhe? Travões muito, muito, mas mesmo muito bons. A menos que o objectivo seja divertir o morador sádico de Alfama, a cofiar o bigode enquanto aguarda o momento em que o primeiro vai derrapar, fazendo cair todos os outros, numa amálgama de pernas e braços e rodas. Naquela noite isso não aconteceu. E o senhor de barriga insuflada sorriu e acenou com a cabeça: “Sim senhor. Os gajos são bons. Eu é que não me metia nisso! Chiça!”
Fonte: Revista Timeout - Clube Português de Freeride
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
BTT na Eurosport
O canal Eurosport está neste momento a fazer uma sondagem aos telespectadores que pode possibilitar o retorno das transmissões televisivas de BTT.Devido ao crescente número de casos de doping, o canal tenciona reduzir o número de horas de transmissão de ciclismo de estrada, restringindo-se a apenas algumas provas do Pro Tour e algumas Clássicas.
Para ocupar as horas restantes, pretendem transmitir, em diferido, algumas provas de outra vertente do ciclismo. Quem decide são os telespectadores.
Para votares acede, ao site alemão, e no canto inferior esquerdo encontras uma tabela de voto com o título « Umfrage ». Clica em Mointainbike e depois formaliza o teu voto clicando em « Abstimmen ».
Torna o teu voto útil hoje mesmo.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Downhill: Dicas para iniciantes

- Use sempre o capacete e todo o equipamento de proteção (roupa adequada, joelheiras, luvas).
Campeonato do Mundo de Orientação em BTT 2010

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Cedric Gracia realiza um sonho...

Cedric Gracia realizou mais um dos seus sonhos: ser dono de um bar!
Bom, aparentemente não é um bar como estamos acostumados a ver e frequentar. Trata-se de um lugar diferente, com características de todos os estilos.
O Podium Café Lounge de Cedric Gracia está situado em Andorra, a região onde ele mora e vai atender os que queiram comer uns petiscos diferentes, regados ao som de uma boa música e vídeos.
O local é estratégico, bem na entrada de um bike-park e um ski mountain.


